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MP de São Paulo denuncia auditores e empresários por esquema de R$ 327 milhões em ICMS

O MPSP denuncia esquema de corrupção envolvendo ICMS, resultando em perdas de R$ 327 milhões. A operação Ícaro destaca falhas na fiscalização e necessidade de reformas.

No âmbito da gestão tributária, a corrupção é uma questão que afeta diretamente a economia de um país. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) apresentou uma denúncia formal que revela um esquema de corrupção envolvendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Essa denúncia surge em decorrência da Operação Ícaro, uma investigação que se debruça sobre irregularidades na liberação e ressarcimento de créditos tributários relacionados ao ICMS-ST. Ao longo dessa investigação, foram identificados sete indivíduos que supostamente participaram desse esquema fraudulento.

Entre os denunciados, destacam-se auditores-fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), um diretor da área contábil e um empresário conhecido, Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma. As consequências desse esquema são alarmantes, uma vez que podem ter acarretado prejuízos superiores a R$ 327 milhões, montante relacionado a pedidos de devolução de ICMS pagos em excesso. O esquema, que operava de forma obscura, evidenciou fragilidades no sistema de controle fiscal.

A operação foi iniciada em agosto de 2025 e resultou na prisão temporária dos acusados, que agora enfrentam um processo judicial que questiona suas práticas. O Fisco estadual argumenta que a validação do ressarcimento de ICMS-ST é uma tarefa complexa, que exige documentação adequada e conformidade com as normas fiscais vigentes. Após as implicações da operação, a Sefaz-SP reverteu alterações feitas em 2022 que permitiam procedimentos de ressarcimento irregulares, um passo importante para a correção de abusos anteriores.




MP de São Paulo denuncia auditores e empresários por esquema de R$ 327 milhões em ICMS

A escândalo traz à tona a urgente necessidade de um controle mais rigoroso por parte das empresas em relação aos créditos fiscais. A eficiência na gestão dos tributos é crucial para garantir que o Estado obtém sua arrecadação de forma justa e transparente. Neste contexto, a importância de auditorias preventivas torna-se evidente, pois têm o propósito de evitar fraudes e assegurar que os registros contábeis estejam em conformidade com a legislação. A Operação Ícaro também reflete a necessidade de uma reforma nas práticas fiscais para que se evitem novos casos de desvios.

Além disso, a questão da governança tributária é colocada em evidência, o que implica a necessidade de uma vigilância contínua por parte das autoridades e das próprias empresas. A implementação de controles internos eficientes nas organizações pode atuar como uma barreira contra fraudes. O modelo atual de gestão tributária deve ser reformulado, promovendo um ambiente de maior conformidade e ética nos negócios. Nesse sentido, a atuação do MPSP e da Sefaz-SP é exemplar, reforçando a importância de investigações rigorosas e punições adequadas para desvios de conduta.

Outro aspecto relevante é que, até a presente data, a Ultrafarma, imputada nas denúncias, não se manifestou sobre as alegações feitas contra seus executivos. Este silêncio pode levantar questões sobre a abordagem da empresa diante de temas tão controversos. O direito ao contraditório e à ampla defesa é garantido a todos os acusados, mas, por ora, o caso segue sob análise judicial, o que pode levar a novas revelações e detalhes sobre o funcionamento desse esquema. A continuidade da investigação é fundamental para restabelecer a confiança dos contribuintes nas instituições fiscais.



Em conclusão, o caso denunciado pelo MPSP traz à luz as fragilidades do sistema tributário e a necessidade de um aperfeiçoamento nos procedimentos de auditoria e controle. A corrupção no gerenciamento de ICMS não é um problema isolado e, portanto, deve ser combatido com seriedade e determinação. A manutenção de um estado democrático de direito exige o respeito às normas fiscais e a responsabilização de quem infringe essas leis. A sociedade civil também desempenha um papel crucial neste processo, ao exigir maior transparência e responsabilidade das instituições. Finalmente, este é um momento de reflexão sobre a importância de práticas éticas e da governança na administração pública e privada no Brasil.

Fonte:


https://www.contabeis.com.br/noticias/75025/mp-denuncia-esquema-de-r-327-mi-em-creditos-de-icms-em-sp/